Veneciano é auxiliar chef de cozinha em Londres

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Dando continuidade à série de reportagem sobre venecianos que estão residindo mundo afora, o entrevistado de hoje está há três anos na Inglaterra, em Londres, e trabalha como auxiliar chef, na cozinha do restaurante Coco Momo. É dessa forma que Cláudio Faioli, 39 anos, ganha a vida na charmosa capital.

Em busca de oportunidades, o veneciano conta que morar fora do País é algo fantástico. “É excepcional, outro nível em questão a qualidade de vida. A Educação, Saúde, remuneração e direitos dos moradores aqui, são encarados seriamente”, diz.

No restaurante, Faioli auxilia na produção dos pratos para os clientes, tendo a maioria deles, a batata e ovo entre os ingredientes principais das receitas. Porém, o profissional divulga que, já preparou comida brasileira para os londrinos, e que sempre fez maior sucesso. “O feijão deles é adocicado. Ao preparara o feijão brasileiro, foi um sucesso, coloquei incrementos como linguiça, bacon. A feijoada é outro prato aprovado. Comida como a brasileira, não existe em lugar nenhum”, conta.

Entre as curiosidades do local, Cláudio diz que os ingleses são extremamente patriotas, e que amam a rainha, Elizabeth II.

Como um dos pontos positivos do País é a segurança, para Cláudio, a vida noturna por lá, é melhor que a brasileira. “O transporte público é inacreditavelmente pontual e eficaz, eu ando a pé normalmente, independente do horário”, explica.

A mulher, o negro e os animais são algo que por lá também é extremamente respeitado, de acordo com o brasileiro. “Sem contar que o país é verde, pensam muito na natureza. O número de vegetarianos e veganos aqui, é enorme também”, fala.

Chá inglês, e as viagens que já fez por outros países europeus, atraem a vontade do Cláudio em permanecer no País. A saudade da família e dos amigos é o único ponto negativo que ele afirma ter por lá. “Meus amigos, que saudade. O Farley Delabela, Kátia, Cachorrão, Janaína, Veruska, Hany, Edna. Meus ex-professores: Ermorgenes, Delma, dona Lenir, Isabel Del Horto, Dalva Calatroni, sinto muita falta, sempre lembro deles.

Tendo estudado nas Escolas Claudina Barbosa, Dom Daniel Comboni e Veneciano, Faioli é formado em Administração de Empresas, com especialização em Recursos Humanos, em São Paulo, cidade que morava há 16 anos antes de ir para o exterior, e atuava na área de Seguros. Cláudio tem uma filha de 17 anos, a Júlia.

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País em loockdown

Cláudio relata que o País passa pelo segundo loockdown, devido à pandemia causada pelo coronavírus, e que apesar de estar sendo muito difícil, por lá, a população cumpre as determinações e orientações do Governo. “Desde o dia 05 de novembro estamos vivendo neste sistema. Só podemos sair para ir ao mercado e farmácia, próximos. Ir a parque para exercitar, apenas uma vez ao dia. O distanciamento é obrigatório, o uso de máscara também. A multa para quem descumpre essas leis, é de 100 libras. Aqui todos cumprem, é questão de consciência”, explica.

Além de Londres, o veneciano morou também 10 meses na Itália e viajou para locais como a Suíça e Alemanha. “Mas a energia do brasileiro não existe em lugar nenhum. Podemos rodar o mundo, mas o Brasil é Brasil”, finaliza.

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