sábado, agosto 15, 2026
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Um ano e meio depois, morte de casal na presença dos filhos segue sem respostas em Vila Pavão

Eni Rodrigues de Oliveira, de 43 anos, e Jonhy Borges Emidio, de 33, teriam sido mortos por serem supostos usuários de drogas, mas polícia diz que ainda não sabe quem matou casal

Um ano e seis meses após o crime, a Polícia Civil ainda não conseguiu identificar os autores do assassinato do casal Eni Rodrigues de Oliveira, de 43 anos, e Jonhy Borges Emidio, de 33. O crime aconteceu no Córrego do Estevão, em Vila Pavão, no Norte do Espírito Santo.

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O casal foi morto a tiros dentro da própria residência, na frente dos dois filhos, que na época tinham 8 e 15 anos. O crime chocou a comunidade local e segue sem solução.

O duplo homicídio foi registrado no dia 6 de novembro de 2023, e, desde então, familiares e a sociedade aguardam por respostas. Até o momento, nenhum suspeito foi preso ou identificado.

Em nota, a Polícia Civil informou que a investigação em curso, que o inquérito ainda está em andamento e, que até o momento, “os autores não foram identificados”. Mesmo sem identificar quem matou o casal, a polícia diz que “as investigações apontam indícios de que o crime possa estar relacionado a dívidas decorrentes do tráfico de drogas” tendo em vista que, segundo a mesma polícia,  “as vítimas eram usuárias” A Polícia Civil diz que trabalha com a hipótese de envolvimento de mais de uma pessoa na ação criminosa.

Relembre o crime

Eni e Jonhy foram assassinados no início da noite do dia 6 de novembro de 2023.

A Polícia Militar detalhou que a corporação recebeu um chamado com a informação de que teria ocorrido um duplo homicídio na residência de um meeiro, em uma propriedade rural. No endereço, os policiais encontraram dois corpos caídos no chão, na porta da cozinha da casa. Eni estava caída com a barriga para cima e muito sangue na região da cabeça e Jonhy estava caído com o lado esquerdo do corpo ao chão. As vítimas já estavam mortas. O local foi isolado e a perícia acionada.

Ainda segundo a PM, os dois filhos do casal, um adolescente de 15 anos, e uma menina de apenas 8 anos estavam, na sala da casa assistindo televisão, e no quintal da residência brincando, respectivamente. Os pais deles estavam na cozinha. Informações levantadas pela Polícia Militar dão conta de que o assassino é um homem negro, de estatura alta, encapuzado e estava trajando camisa vermelha de manga longa, calça escura, que saiu de dentro da lavoura de café que cerca o imóvel. Com arma em punho, o suspeito entrou na casa mandando as vítimas colocar as mãos na cabeça e disparando contra elas. A mulher teria gritado assustada no momento em que o assassino chegou.

O crime brutal, covarde e violento, aconteceu na frente do filho do casal, de 15 anos, que ao ver ao suspeito atirando nos pais, fugiu pulando a janela de trás da casa, se escondendo na lavoura de café. Logo em seguida, assustado, o menino pediu socorro na casa de uma vizinha, que correu para residência de outro vizinho. Eles se esconderam, e chamaram a polícia.

Na análise perinecroscopia dos corpos no local, a perícia constatou um tiro na cabeça de Eni. Já no corpo do Jonhy, havia sete perfurações de tiros, sendo um no braço esquerdo, um no pescoço, três no braço direito, um na barriga, um nas costas, e um de raspão na barriga.

Cobertura do caso

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