Secretário falou para a TV Notícia durante a solenidade de posse do prefeito Barrigueira.
O prefeito reeleito de Nova Venécia, Mário Sérgio Lubiana (PSB), tomou posse
no último domingo, na Câmara de Vereadores, e quem esteve presente na solenidade, representando o governo do Estado, foi o secretário de Agricultura, Octaciano Neto.
Durante o evento, Octaciano concedeu entrevista para a Rede Notícia, onde ressaltou a reeleição de Barrigueira, a crise hídrica, os cortes nas máquinas públicas, uma possível candidatura em 2018 e a economia do País. Confira:
Barrigueira
“São novos tempos. O prefeito Mário Sérgio Lubiana conseguiu uma boa votação. O início foi difícil, mas Nova Venécia é um dos municípios do Espírito Santo que inicia o mandato
mais organizado, exatamente pelo trabalho que ele conseguiu implantar nos últimos quatro anos. O município está organizado e com recursos. Vamos trabalhar em conjunto, porque
a orientação do governador Paulo Hartung é realizar um governo muito próximo das pessoas, dialogando com nossos prefeitos, vereadores e lideranças locais”.
Crise hídrica
“É um sofrimento muito grande. Nós tivemos em três anos (2014, 2015 e 2016), a pior seca do Espírito Santo, chovendo metade do que chovia historicamente.
Foi um período muito duro, por isso nós desenhamos políticas públicas e projetos novos
para estarmos conectados com o novo tempo, como o Programa Estadual de Construção de Barragens. Serão investidos R$ 90 milhões até o final de 2018, já temos algumas prontas e estamos trabalhando, agora, com o Barrigueira, o compromisso de construir uma aqui em
Nova Venécia. São barragens maiores, médias, tem algumas em assentamentos aqui no município, exatamente para poder guardar água. Excesso de chuva e falta d’água sempre aconteceram e sempre vai acontecer ao longo da história, mas nós precisamos é estar preparados para lidar com isso. Então, por esse motivo, vamos construir barragens para que o produtor rural sofra menos”.
Cortes
“Temos que trabalhar com inovação. Quem tiver a capacidade de inovar e de fazer políticas públicas que atendam de fato os anseios da sociedade, não vão faltar recursos. Faltam recursos para os que trabalham com os modelos tradicionais de fazer política.
Vou dar um exemplo. Neste ano, nós fizemos o Programa Estadual de Construção
de Barragens e a simplificação do licenciamento pelo Idaf. Foi uma normativa, apenas. Nós
mudamos o decreto de governador, mas que passou de 70 barragens licenciadas em 2013, para 3 mil licenciadas este ano, sem nos custar R$ 1,00. Fizemos o Programa de Qualificação de Engenheiros no Estado, qualificando 503 profissionais que estão fazendo
projetos para produtores rurais e nos custou menos de R$ 100 mil. Então, é possível sim fazer políticas públicas arrojadas neste contexto de crise”. Candidatura em 2018 “Acho precoce determinar isso. Eu disse, recentemente, em entrevistas, que eu posso ser candidato a deputado federal, a senador ou a governador, mas o meu foco até o ano que vem, será continuar o trabalho à frente da secretaria de Agricultura. O que eu tenho certeza é que o nosso grupo vai estar unido na escolha de um nome para suceder o governador Paulo Hartung e o que temos que ter como base é não permitir o retrocesso mais uma vez, que é a entrada de um gestor público para dar déficit. Nós tivemos em 2013, R$ 1bilhão de déficit orçamentário no Espírito Santo e em 2014, R$ 1,5 bilhão.
Antes de discutir nome e partido, nós precisamos continuar discutindo uma base programática, discutir o futuro e ele se passa por isso, basicamente, e não pelo desarranjo
das contas públicas.
Por isso, nós vamos ter o grupo todo e um conjunto de lideranças do Estado unidos para definir um bom nome até junho de 2018”.
Economia
“Acredito que 2017 vai continuar sendo ruim.
Eu vejo o finalzinho do governo Temer, em 2016, conseguindo implementar algumas medidas, que se continuarem nessa agenda ao longo de 2017, nós poderemos ter um ano de 2018 bem melhor. O impeachment, sem entrar no seu mérito, atrasou o País, porque essa disputa política foi ruim para o Brasil, mas o Congresso Nacional e o Supremo referendaram o afastamento. Essa agenda nova que o governo Temer está buscando implementar, é importante”.
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“É possível, sim, fazer
políticas públicas arrojadas
neste contexto de crise”
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