Produtores terão prazo de até cinco anos para pagar as operações de custeio.
Agricultores associados ao Sicoob ES que atuam em municípios que tiveram situação de emergência ou de calamidade pública reconhecida pelo Ministério da Integração Nacional em
decorrência da seca receberam ampliação do prazo para pagar os empréstimos feitos junto à instituição financeira cooperativa. O total renegociado chegou a R$ 151,2 milhões.
Segundo o diretor executivo do Sicoob ES, Nailson Dalla Bernadina, foram prorrogadas operações de crédito rural de custeio e de investimento. A medida, autorizada pelo
Banco Central, abrange 2.280 contratos, e contempla o parcelamento das transações realizadas em 2015 e em 2016, já vencidas ou que deveriam ter sido quitadas até o final do ano passado.
Condições
Para as operações de custeio, o prazo de pagamento, que era em média de um ano, passa a ter até cinco anos a mais, de acordo com a renda do associado.
“Definimos o vencimento da primeira parcela para depois da colheita de 2018, uma vez que a produção para este ano já está comprometida”, afirmou Bernadina. Já as parcelas referentes a investimento foram prorrogadas por até um ano.
Até dezembro de 2016, o Sicoob ES, responsável pelo segundo maior volume de crédito destinado ao agronegócio no Espírito Santo, contabilizou um saldo de R$ 794 milhões em
sua carteira no segmento. Veja no final do texto a relação dos dez municípios que foram mais beneficiados com a renegociação.
Mobilização
O presidente do Sicoob ES, Bento Venturim, ressaltou o forte impacto exercido pela crise hídrica sobre a produção agropecuária do Espírito Santo, e destacou que a mobilização
de produtores, associações, sindicatos, cooperativas, instituições financeiras e autoridades políticas do Estado foi fundamental para a edição das resoluções 4.519 e 4.522/2016 – que possibilitaram as renegociações – pelo Banco Central do Brasil. “Ainda temos muito a fazer pelos agricultores capixabas, mas essa união das entidades e de pessoas propiciou esse fôlego financeiro nesse momento difícil para muitas famílias”, afirmou.






