sexta-feira, agosto 14, 2026
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Preso suspeito de matar a avó alegou à PM que achava ter matado um porco em Nova Venécia

Marcos Antonio Bressali Lourenço Guimarães, de 30 anos, estava em surto, agrediu o avô e acabou autuado pelo feminicídio da avó

Após ser acordado por policiais militares em um dos cômodos da casa onde ocorreu o crime, Marcos Antonio Bressali Lourenço Guimarães, de 30 anos, disse aos agentes que havia matado um porco com um golpe na cabeça e uma facada, mas que passou mal com o sangue e foi dormir sem limpar o animal. No boletim de ocorrência ao qual a reportagem teve acesso, os policiais relatam que a declaração seria uma provável analogia ao assassinato de sua avó, Maria Bressale Onório Lourenço, de 85 anos.

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O suspeito foi preso em flagrante e autuado pela Polícia Civil pelo crime de feminicídio e tentativa de homicídio, já que  o avô do homem, de 78 anos, também ficou ferido durante o ataque e foi socorrido para um hospital da região.

Segundo o registro policial, a equipe foi acionada por volta de 2h da manhã para dar apoio a uma ambulância do Samu. O chamado informava que Marcos Antonio estava em surto e havia agredido o avô, permanecendo sozinho na residência com a idosa. Ao chegarem ao local, os militares e socorristas entraram na casa e encontraram Maria Bressale caída entre a sala de estar e a sala de jantar, com um corte profundo na cabeça e uma faca cravada na perna. A morte foi constatada no local.

Em seguida, os policiais localizaram o suspeito dormindo em outro quarto, com uma grande quantidade de sangue espalhada pelo chão. Ao ser acordado e questionado sobre o ocorrido, Marcos Antonio apresentou discurso desconexo e frases sem sentido, mas confirmou ter agredido o avô com um pedaço de madeira. Ele afirmou ainda que a última lembrança que tinha da avó era de ter dado um abraço e um beijo nela, antes de mencionar a versão sobre o animal.

A Polícia Científica informou que o corpo da idosa foi encaminhado para a Seção Regional de Medicina Legal (SML), em Colatina, para exame necroscópico e posterior liberação à família.

A reportagem tenta localizar a defesa do suspeito. O espaço segue aberto para manifestação.

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