quarta-feira, outubro 14, 2026
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Prefeito afastado e ex-prefeito de Pedro Canário completam dois meses presos suspeitos de corrupção

Investigação da Polícia Federal aponta suposto esquema de propina e superfaturamento na festa da Tábua Lascada

O prefeito afastado de Pedro Canário, Kleilson Martins Rezende (PSB), e o ex-prefeito da cidade e aliado dele, Bruno Araújo (PDT), completam neste domingo (26) dois meses presos. Eles foram presos pela Polícia Federal por decisão do desembargador Pedro Valls Feu Rosa, do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, suspeitos de envolvimento em um esquema de corrupção na organização do evento Forró da Tábua Lascada, no âmbito da segunda fase da Operação Eco da Fraude. A Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), que administra o sistema prisional informou que a dupla está na Penitenciária de Segurança Média 1, no Complexo de Viana.

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O prefeito Kleilson Martins Rezende (PSB) e do ex-prefeito do município e aliado dele, Bruno Teófilo Araújo (PDT). Crédito: Redes sociais

No dia 10 de junho, o ministro Carlos Pires Brandão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou um pedido de habeas corpus formulado pela defesa de ambos e manteve as prisões preventivas.

A decisão judicial que determinou as prisões apontou que diálogos interceptados pela Polícia Federal reúnem indícios das irregularidades. Em um dos trechos destacados, o então secretário de Cultura, Fúlvio Trindade de Almeida, negocia o retorno financeiro com base na liberação de recursos públicos para o evento, realizado em agosto de 2025. As mensagens indicam um plano de divisão de valores arrecadados entre os organizadores e gestores, com dependência direta dos pagamentos administrativos feitos pela prefeitura aos fornecedores contratados.

Polícia Federal prende prefeito e ex-prefeito de Pedro Canário. Crédito: Leitor Rede Notícia

Segundo a Polícia Federal, a contratação para a festa somou R$ 1.269.242,73, com um sobrepreço estimado em R$ 380 mil, quantia que seria destinada ao pagamento de propinas. Documentos do processo detalham conversas em que o ex-secretário relata ter buscado R$ 100 mil em dinheiro vivo na cidade de Linhares, valor que estaria guardado no porta-malas de um veículo.

As investigações também revelaram alinhamentos prévios entre o ex-secretário de Cultura e empresários do setor de eventos para a simulação de orçamentos e montagem de planilhas de custos. Em outro trecho de áudio interceptado durante o primeiro dia da festividade, Fúlvio afirma à sua companheira que estava empenhado na captação dos valores com o objetivo de custear um procedimento cirúrgico para ela.

A reportagem tenta localizar as defesas dos citados e o espaço segue aberto para posicionamentos.

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