terça-feira, janeiro 13, 2026
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Polícia mira grupo de extorsão sexual que ostentava viagens luxuosas e movimentou R$ 600 mil no ES

O esquema era liderado por Camila Francis da Silva, que mantinha perfis falsos em sites de relacionamento para atrair vítimas e, depois, chantageá-las, dizem investigadores

A Polícia Civil do Espírito Santo deflagrou, nesta sexta-feira (12), a Operação Luxúria, para desarticular um esquema de extorsão que, segundo as investigações, movimentou mais de R$ 600 mil em menos de seis meses. A ação foi coordenada pela Delegacia de Vila Valério, com apoio das delegacias de Colatina, Jaguaré e São Gabriel da Palha, e cumpriu mandados na cidade de Colatina.

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De acordo com o delegado Erick Lopes Esteves, titular da Delegacia de Vila Valério, o esquema era liderado por Camila Francis da Silva, que mantinha perfis falsos em sites de relacionamento para atrair vítimas e, depois, chantageá-las. Camila e o marido, Washington Henrique dos Passos, foram presos. Uma terceira investigada, identificada como Wilza de Lima Alves, ainda não foi localizada.

As investigações começaram depois que um morador de Vila Valério procurou a delegacia relatando ter perdido cerca de R$ 30 mil após ser ameaçado pela quadrilha. A partir desse caso, a Polícia Civil encontrou várias outras vítimas com relatos semelhantes em diferentes municípios do Estado — já são mais de 10 cidades com pessoas lesadas.

Segundo o delegado, Camila marcava encontros e, após descobrir que o homem era casado ou tinha família, iniciava as extorsões. “Ela dizia que iria destruir a vida da vítima, expor tudo para a esposa e, em alguns casos, enviava até vídeos de execuções para intimidar”, informou Esteves.

Um dos alvos, Camila Francis da Silva, antes e depois dos golpes, segundo a polícia. Crédito: Redes sociais

Com o dinheiro obtido ilegalmente, a líder do grupo levava uma “vida de luxo”, conforme descrição do delegado. Camila ostentava viagens para Dubai, Maragogi, Jericoacoara e outros destinos, além da compra de perfumes importados, óculos, relógios, roupas caras e de um veículo avaliado em R$ 120 mil. Ela também teria financiado cirurgias plásticas para a própria filha, tudo com valores das extorsões.

“A líder da organização não possui qualquer trabalho formal. Era uma pessoa que pegava o dinheiro e gastava, porque sabia que, a qualquer momento, isso poderia dar problema”, destacou Esteves.

Para ocultar a origem dos valores, o grupo abria contas bancárias em nome de terceiros e contraía empréstimos usando esses cadastros. A polícia ressalta que um dos envolvidos tinha até benefício do Bolsa Família, incompatível com o padrão de vida que ostentava.

A Justiça concedeu três mandados de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão, além de bloqueio de bens e valores e do afastamento do sigilo financeiro dos investigados. Até o momento, dois alvos foram presos.

A Polícia Civil afirma que há vítimas em vários municípios onde as delegacias participantes atuam, o que motivou a operação conjunta.

A reportagem tenta localizar a defesa dos citados. Este espaço segue aberto para posicionamento.

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