A Rede Notícia inicia hoje, uma série de três reportagens sobre o Outubro Rosa. Para destacar a campanha, serão entrevistadas mulheres que tiveram o diagnóstico do câncer de mama. Aqui, elas contam um pouco, como foi ou está sendo passar pelo processo do tratamento.
A entrevistada de hoje é a servidora pública, Leony Frigério da Silva, 51 anos, que relata que, sempre permaneceu otimista e sabendo que, tudo iria dar certo. Confira!

“Em 2021 eu percebi que tinha algo estranho em meu seio, fiz a mamografia e foi diagnosticado um nódulo de gordura. Repeti o exame um ano depois e deu a mesma coisa. No outro ano, em 2023, senti que o nódulo tinha aumentado, fiquei desconfiada, vi que ele estava mais rígido. Foi aí que tudo começou. Entre consultas, exames, e biópsia, foi descoberto um câncer. No momento que recebi o diagnóstico, não me desesperei, aliás, a única vez que chorei durante toda essa jornada, foi quando saí do consultório e liguei para meu marido, para o avisar. Recebi todo apoio dele de imediato. O diagnóstico saiu, poucos dias antes de eu completar 50 anos. Cheguei a me questionar, porque comigo? Mas, talvez tenha sido comigo, para que eu agora, desse esse apoio para mulheres que estão precisando. Em todo momento, sempre estive confiante, porque eu na vida, sou assim, sempre penso positivo, nunca negativo. Comecei meu tratamento, fiz quatro sessões de quimioterapia, 15 de radioterapia, e tirei o quadrante do seio. O tanto de carinho que recebi das pessoas, não dá para mensurar. Muita gente orou por mim, de todas as religiões, sou evangélica, mas, teve gente que levou meu nome em Nossa Senhora Aparecida, em São Paulo. Eu tive um apoio incondicional do meu marido, da minha família, irmãs, filhos, dos meus pais, dos amigos, no meu trabalho, eu nem sei como agradecer, as pessoas foram maravilhosas. Sei que um dos grandes medos nesse momento é de o cabelo cair, o meu caiu. Uns 10 dias depois da minha primeira quimioterapia, ele começou a cair. Eu decidi raspar de vez, não me abalei. Usei boné, peruca, lenço, saia combinando tudo com as roupas, e às vezes, eu estava sem nada também, totalmente careca. O câncer para mim, foi um período, é claro que, nada são flores, mas, não foi o pior momento de minha vida. Eu continuei trabalhando, o meu trabalho para mim é terapia, não senti enjoo. Com as quimioterapias eu senti um desconforto no estômago às vezes, mas, nada que me atrapalhasse, graças a Deus, eu fiquei bem, dentro do possível, eu estava bem. Meus pais já tem uma certa idade, então, eu sempre fui bastante forte perto deles, evitava de aparecer careca ao lado do meu pai e sempre estive firme, positiva e confiante. Fiz todo meu tratamento pelo SUS, e, não tenho nada a reclamar, só a agradecer, os profissionais são incríveis, tanto aqui em Nova Venécia, quando fui pegar encaminhamento, quanto em Colatina e Vitória, fui muito bem atendida, só gratidão. Hoje, eu faço acompanhamento, consultas de rotina e o tratamento com medicação. Isso segue por cinco anos, serei monitorada durante este tempo. Estou muito bem, meu cabelo nasceu, quero mostrar e falar com a mulher que esteja passando por isso, para buscar o tratamento, entregar nas mãos de Deus e, seguir firme e confiante, pois vai dar certo. Talvez essa seja a minha missão, levar conforto hoje, a quem precise, porque eu estou aqui, eu passei por um diagnóstico, o tratamento e o final dele, e agora, estou muito bem, viva, feliz, esperando um casal de netos que vai nascer, já sou avô de uma menina”, relata Leony.








