A dona Terezinha Roque dos Santos, 88 anos, deu à luz a 22 filhos, sete deles ela perdeu no parto. No primeiro relacionamento, ela teve a Lúcia, que está com 71 anos e, é a primogênita dela. Também, veio ao mundo a Valmira (In Memória), o Valmir (In Memória), Valdeilza, Valteir e a Rosa Maria.
Do segundo relacionamento, que foi com o Erolino Atanázio dos Santos, conhecido como seu Malô (In Memória), ela teve o Eduardo, o Edilson, Edivaldo, Elivaldo, Elzineia, Eldneia (In Memória), Edimilson (In Memória), Evandro e o Devair (In Memória), que é o caçula, e o único que nasceu em hospital, e de parto cesária, já o restante dos filhos, nasceram todos em casa, de parto normal e com parteira.
Além dos filhos biológicos, dona Tereza do seu Malô, criou mais 28 filhos, o que na soma dão 50 filhos. “Criamos nossos filhos com o que meu marido recebia do trabalho dele na roça, e de frete e, eu era lavadeira, e também, me aposentei na farinheira da Frinorte. Trabalhei muito na vida, e a gente dividia o que tinha para comer, e foi dando certo. Tinha época que eu tinha só feijão e sal em casa, mas, a vida foi melhorando, e hoje, graças a Deus, estou muito bem. Quando junta um pouco da família aqui para almoçar, cozinho cinco quilos de arroz, dois de feijão, carne eu nem sei fazer a conta da quantidade, e assim vai, para o café, já fervi 10 litros de leite de uma vez e foi tudo”, conta.
Nascida na roça, no interior de São Mateus, a moradora do bairro Aeroporto, hoje, já está com os filhos todos criados e afirma que, atualmente, tem uma vida tranquila. “Vivo bem, tenho tudo que quero, compro o que tiver com vontade de comer, e graças a Deus, força para trabalhar e sustentar meus filhos, nunca me faltou, nem a mim, nem do meu esposo, que já se foi, mas que trabalhou muito na vida também, e me deixou muito bem”, explica.
Dona Terezinha afirma que já perdeu as contas de quantos netos têm. “É muito filho, entre os adotivos e os que dei a luz, perdi a conta já, não sei a quantidade de netos. Só sei que a mesa aqui de casa é grande, quando a família começa a chegar, vai juntando gente, mas é claro, que não cabem todos ali, sentados”, finaliza aos risos.






