Justiça determina libertação de prefeito eleito de Osasco

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Justiça de São Paulo determinou a libertação do prefeito eleito de Osasco, Rogério Lins (PTN), que estava preso desde o último dia 25 sob a suspeita de ter participado de um esquema envolvendo funcionários fantasmas na Câmara Municipal de Osasco, da qual atualmente é vereador.
A decisão foi tomada pelo desembargador Fábio Gouvêa, da Seção de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, nesta quinta-feira (29).
Para o magistrado, não havia a necessidade de manter a prisão preventiva de Lins pois ele se apresentou espontaneamente à Polícia Federal no aeroporto internacional de Guarulhos quando voltou de viagem ao exterior.
O desembargador estendeu a decisão de soltura a outros 13 vereadores que haviam sido atingidos pela decretação de prisão preventiva no caso.
Gouvêa determinou ainda que todos os suspeitos paguem uma fiança no valor de R$ 300 mil, não se ausentem do país e entreguem seus passaportes às autoridades.
O magistrado não impôs restrições à posse de Lins como prefeito de Osasco, prevista para o dia 1º de janeiro.
A prisão de Lins ocorreu em uma das fases da Operação Caça-Fantasmas, do Ministério Público de São Paulo. De acordo com as investigações, o esquema teria desviado R$ 21 milhões e ainda há suspeitas de que os vereadores também tenham ficado com parte do salário de seus servidores.

Fonte: FolhaPress