Um jovem de 18 anos, identificado como João Gomes Costa, foi morto a tiros por policiais militares enquanto pilotava uma moto na noite deste domingo (8), no bairro Coronel Borges, em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo. A PM afirma que o rapaz teria desobedecido a uma ordem de parada, fugido em alta velocidade e estaria armado.
Em nota, a Polícia Militar informou que “durante patrulhamento no bairro Coronel Borges, em Cachoeiro de Itapemirim, policiais militares avistaram um indivíduo entre as bombas de combustível de um posto, conduzindo uma motocicleta sem placa. Os militares se aproximaram para realizar a abordagem, mas o suspeito fugiu em alta velocidade, iniciando-se o acompanhamento”.
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Segundo a corporação, o condutor seguiu em direção ao bairro Santa Helena, “quase atropelando pedestres”, e “durante a fuga, ao tentar fazer uma conversão à esquerda em uma ladeira, o motociclista levou a mão à cintura, perdeu o equilíbrio e tombou com a moto próximo a um barranco”. Nesse momento, conforme a versão dos policiais, “ele sacou uma pistola calibre 9mm, o que levou um dos militares a efetuar disparos” para repelir o que chamaram de “injusta agressão, atingindo o suspeito”.
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A PM acrescentou que “a arma de fogo foi apreendida”. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu/192) foi acionado, mas o rapaz morreu no local.

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A Polícia Científica informou que o corpo do jovem foi encaminhado à Seção Regional de Medicina Legal (SML) de Cachoeiro, onde passaria por necropsia antes de ser liberado aos familiares.
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A Polícia Civil comunicou que “a ocorrência de morte por intervenção legal de agente do Estado foi entregue na Delegacia Regional de Cachoeiro de Itapemirim”. Informou ainda que “a arma apreendida será encaminhada para o Departamento de Balística Forense, da Polícia Científica (PCIES), juntamente com as munições”, e que “o caso seguirá sob investigação da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cachoeiro de Itapemirim”.
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Em entrevista à repórter Mariana Couto, da TV Gazeta, a mãe de João, Adriana Gomes, disse que o filho trabalhava como ajudante de pedreiro, e, na noite de domingo, voltava da casa da namorada quando a situação aconteceu. Ela espera uma investigação do caso.
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“Meu filho não era envolvido com drogas, nem usuário. Meus vizinhos sabem, todos vão falar que o João era um menino bom, educado e não mexia com coisa errada. Que se esclareça a verdade. Vou atrás da filmagem na rua onde ele foi baleado. Estou em estado de choque. Passei a noite em claro, chorando”, disse.






