Hospital São Marcos realiza evento com profissionais que trabalham na área da saúde mental

A coordenadora dos leitos de saúde de mental do Hospital São Marcos, a enfermeira Karlanya Sodré Pansiere Fontana, e diretor da unidade, Alessandro Aguilera
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O Hospital São Marcos vai promover no próximo dia 30, a partir das 13 horas, um evento com profissionais convidados que atuam na área de saúde mental na região. O encontro vai acontecer no espaço verde do HSM, área externa que será preparada para o evento, respeitando todas as medidas de prevenção à Covid-19, como o uso obrigatório de máscara e uso de álcool em gel.

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Segundo a coordenadora dos leitos de saúde de mental da unidade, a enfermeira Karlanya Sodré Pansiere Fontana, a ideia era fazer um evento aberto ao público, além da realização de seminário que já faz parte do calendário da instituição, porém por conta de ainda vivermos em meio a uma pandemia, a ideia foi descartada pela direção do hospital. Assim, o encontro será voltado para os profissionais da região envolvidos diretamente na linha de frente do atendimento de pessoas com problemas de saúde mental.

“O objetivo é o fortalecimento da rede de saúde mental, considerando que ofertamos atendimento a pacientes de aproximadamente 16 municípios da região”, falou a Enfermeira Karlanya.

Ainda reforçado por ela, o evento é tradicionalmente realizado pelo Hospital na campanha “Setembro Amarelo: Todos pela Vida”, e acontece em um momento chave da pandemia. “A demanda de atendimentos aumentou na pandemia, principalmente casos de depressão, pelo fato de muita gente estar ficando em casa, pessoas que já tinham problemas e estão entrando em crise”.

O encontro terá palestras com a enfermeira e coordenadora dos leitos de saúde mental do Hospital São Marcos, Karlanya Sodré Pansiere Fontana; com o psicólogo, Marcelo Dal’Col; com o psiquiatra, Karisten Soares Martins; com a assistente social, Lúcia Possebom; e com Ricardo da Silva, servidor da Secretaria de Estado da Saúde e uma das referências da Rede de Atenção Psicossocial do Espírito Santo.

“O evento terá uma apresentação da nossa equipe, palestra voltada para o bem estar social e falaremos um pouco de como é a rotina dos nossos leitos de estabilização. A caminhada até aqui e as peculiaridades que envolvem a atividade nesses peitos, fazendo um comparativo com leitos de longa permanência. Aqui, o paciente fica no prazo máximo de 15 dias e retorna para o seu convívio familiar para continuar o acompanhamento com o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), do seu município de origem”, disse Karlanya.

Os leitos de saúde mental do Hospital São Marcos existem desde 2017 e tem em sua equipe de atuação médico clínico geral, psiquiatra, enfermeira, técnico de enfermagem, assistente social, nutricionista, farmacêutica e psicólogo. Segundo Karlanya, no total, são oito leitos, sendo quatro femininos e quatro masculinos, onde possuem uma ocupação mensal acima de 90% de acordo com relatório estatístico do hospital.

O diretor do Hospital São Marcos, Alessandro Aguilera, frisou a importância desses leitos para a cidade e região. “Quando identificamos a necessidade e a oportunidade de buscamos ofertar esse serviço à nossa cidade e região, pensávamos nos diversos casos de pacientes que recebíamos em nosso pronto-socorro dessa natureza e lamentávamos o sofrimento dos familiares, além do próprio paciente, claro, por não saberem o que fazer, para onde ir e como procederem nesses casos. Me recordo que quando abordei isso em reuniões internas e também externas, me disseram que eu era louco, que o hospital viraria um manicômio e coisas desse tipo. Só quem tem um familiar ou um amigo próximo com problemas relacionados a saúde mental, álcool e outras drogas, sabe a importância desses leitos na nossa cidade e região, atualmente. Foi a quebra de um paradigma muito grande. Fomos o segundo hospital do Estado a ter esse serviço e o primeiro a conseguir um credenciamento junto ao Ministério da Saúde para financiamento dele. Uma vitória louvável. Ainda somos uma das poucas instituições que prestam esse atendimento em nosso Estado, mas esperamos que esse cenário mude com o passar do tempo, finalizou o diretor.

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