quinta-feira, agosto 13, 2026
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Homem é condenado a 42 anos de prisão por provocar acidente que matou casal em Rio Bananal

MPES diz que réu dirigia embriagado e sem CNH quando atingiu casal em motocicleta

O Tribunal do Júri condenou nesta quinta-feira (23) a 42 anos de prisão em regime inicial fechado Gilsie Brito de Souza, pela morte do casal Inevaldo de Medeiros Araújo e Valdirene de Fátima Belsof Campi, na noite de 3 de abril de 2022, na rodovia ES 245, em Rio Bananal, no Norte do Espírito Santo. A informação foi divulgada nesta sexta-feira pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES).

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“Os jurados acolheram a acusação apresentada pelo MPES e reconheceram a prática de dois homicídios qualificados pelo uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas. Também entenderam que o condenado agiu com dolo eventual, ou seja, mesmo sem buscar diretamente as mortes, assumiu o risco de provocá-las ao dirigir após ingerir bebida alcoólica, sem possuir Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e de maneira perigosa”, explicou o promotor de Justiça Adriani Ozório do Nascimento.

A pena foi fixada em 21 anos de reclusão pela morte de cada uma das vítimas, totalizando 42 anos. A Justiça também manteve a prisão preventiva do condenado e determinou o início imediato do cumprimento da condenação.

Conforme a denúncia apresentada pelo MPES, o crime ocorreu na noite de 3 de abril de 2022, na Rodovia Roberto Calmon, a ES-245, em Rio Bananal. O condenado conduzia um automóvel em zigue-zague e invadiu a contramão, colidindo de frente com a motocicleta ocupada por Inevaldo e Valdirene. Os dois morreram em decorrência dos ferimentos.

Segundo o MPES, “as investigações apontaram que o motorista havia ingerido bebidas alcoólicas durante o dia e apresentava sinais de embriaguez. Ele também não possuía CNH e fugiu do local após a colisão, sem prestar socorro às vítimas. Testemunhas relataram ainda que, horas antes, ele já havia se envolvido em outra situação de risco e, mesmo após ser alertado sobre a condução perigosa, continuou dirigindo”.

A reportagem tenta localizar a defesa do réu e este espaço segue abeeto para posicionamento.

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