SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Um milagre que, segundo a Igreja Católica, tradicionalmente acontece três vezes por ano na catedral de Nápoles, na Itália, não se realizou no último dia 16.
O que seria o sangue de São Januário, um mártir que viveu por volta do ano 305, não se liquefez, acontecimento que, na tradição católica, seria um prenúncio de grandes tragédias.
O sangue, mantido em uma ampola de vidro, se liquefaz tradicionalmente nos dias 19 de setembro, no sábado antes do primeiro domingo de maio e em 16 de dezembro. Em março de 2015, o sangue também se liquefez na presença do papa Francisco.
Em Nápoles, o fato de o milagre não se realizar é uma premonição de acontecimentos ruins -moradores apontam que o mesmo aconteceu em 1980, quando um terremoto atingiu o sul da Itália; em 1973, quando houve uma epidemia de cólera em Nápoles; em 1943, quando a Itália foi ocupada pelos nazistas; em 1940, quanto a Itália entrou na Segunda Guerra Mundial; e em 1939, quando a guerra começou.
O abade Vincenzo de Gregorio pediu que os católicos não percam a fé: “não devemos pensar em tragédias e calamidades. Somos homens de fé e devemos continuar rezando”, disse ele.
Fonte: FolhaPress





