O operador de escavadeira, André Pereira Jardim, de 37 anos, resolveu eternizar o ídolo, o atacante veneciano, Richarlison, em seu corpo.
No último final de semana, ele foi a Santa Teresa, região serrana do Espírito Santo, e com o tatuador Wilker Zamprogno, dono de 170 prêmios nacionais e internacionais, fez uma gravura realista do rosto do pombo, na sua perna esquerda.
Apesar de ter nascido em São Gabriel da Palha e morar em Fundão, André se considera um cidadão veneciano. No Município, ele residiu no interior e, também, no bairro São Cristóvão, onde sua mãe e seus irmãos moram até hoje.
“A gente deu início a essa tatuagem no sábado, às 14 horas, fomos até 20 horas e concluímos ontem, às 16 horas. Eu resolvi fazer pela humildade do Richarlison com a cidade e com o povo, principalmente, que ele sempre ajuda, isso é o mais importante. Apesar de morar em Fundão para trabalhar, sempre estou em Nova Venécia e me informando de tudo que acontece com o time”, falou.
“Sempre vejo seus posts e acompanho suas visitas a Nova Venécia, com muita humildade. Veio a estreia na Copa do Mundo com dois gols e antes dele viajar para lá, tem um vídeo em que ele fala que um dia ele vai ser visto e que sua ideia era jogar em um grande clube europeu, isso vai empolgando, e na hora que eu estava vendo o jogo, o tatuador postou que queria tatuar um jogador, então, mandei uma mensagem para ele que queria tatuar o Richarlison, por ser da minha cidade, e logo depois ele me respondeu positivamente”, continuou.
Segundo André, o objetivo inicial era fazer a tatuagem do segundo gol, que está repercutindo mundo afora, porém, o tatuador trabalha com realismo, o rosto seria o ideal. “Realismo é bem difícil de fazer, então, confiei nele, mas estamos com o projeto de colocarmos ela de fundo, ele já me mostrou a imagem, ficou muito bacana”.

A tatuagem, de acordo com André, tem dois princípios. “O primeiro, era a vontade de tatuar com o Wilker, por se tratar de um profissional muito bom, e aí surgiu essa oportunidade de homenagear o cara da minha cidade, que está nos representando e sempre levando Nova Venécia por onde vai. E o outro, foi por toda empolgação de ver o Nova Venécia FC jogar vários campeonatos e eu estar sempre acompanhando”.
Para ele, o Richarlison tem uma grande representatividade. “Eu o vejo como um exemplo de que não se pode desanimar. O que me motiva é a garra dele, a vontade que ele tem, foi um menino que veio lá debaixo e mantém essa humildade até hoje, não deixou de sonhar e está passando essa mensagem para todo mundo. Quem viu a história dele, sabe das dificuldades que ele enfrentou na infância e não deixo de acreditar no seu sonho. O que ele passa para mim, é confiança e que quando você conquistar o objetivo, não esquecer de quem esteve ao seu lado. A felicidade do pai dele hoje é incrível, por acreditar e o resultado está aí hoje, ainda ajudando a cidade. A sua humildade fala por si, quando vem passear, vejo muitas pessoas o elogiarem e isso que é importante”.
Apesar de ser fã de Richarlison, André confessa que ainda não conhece o atacante, mas revela que esse é seu sonho. “Claro, demais. O que ele está fazendo por Nova Venécia, levando o nome da cidade igual o pai dele está levando lá para a Copa a faixa com nome da cidade, é gratificante demais”, afirmou.
Tatuagem demorou oito horas para ficar pronta
O responsável pelo desenho foi o tatuador, Wilker Zamprogno, de Santa Teresa, profissional há mais de 20 anos.
Prezando por um estilo de realismo, principalmente de animais e pessoas, ele já foi premiado 170 vezes em convenções nacionais e internacionais e disse que fez essa tatuagem a pedido do André, que é fã do Richarlison.
“Eu já tive uma história também no futebol. Comecei muito novo jogando no Rio Branco e na Desportiva, depois tive uma passagem rápida pelo Atlético Mineiro e o meu irmão foi profissional de futebol, jogou na Europa, mas, como eu também, também parou cedo. O Richarlison representa muito para a gente que aqui do Espírito Santo, que sabemos muito bem como é difícil para um capixaba se tornar um profissional de sucesso. Ele mostra para a molecada que nada é impossível e que aqui no Estado também temos grandes jogadores”, falou.
Ele também contou qual foi a parte mais difícil do trabalho. “No realismo colorido, tudo é muito difícil, mas para fazer um rosto, o mais complicado, sem dúvidas, é conseguir pegar a expressão do olhar da pessoa”, contou.
Segundo ele, o objetivo é inscrever a tatuagem em algum concurso futuro. “Vou esperar cicatrizar para ver se vou mexer em alguma coisa ainda, mas pensamos nisso sim”, concluiu.






