terça-feira, agosto 18, 2026
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Dólar recua com exterior e baixo volume de negócios; Bolsa sobe

EULINA OLIVEIRA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Os negócios nos mercados financeiros foram ainda mais fracos nesta quarta-feira (21), com a proximidade do Natal e Ano Novo. O dólar seguiu o movimento no exterior e terminou em baixa ante o real pela quarta vez seguida.
A Bolsa operou em queda durante boa parte do pregão, também seguindo o cenário externo, mas mudou para o terreno positivo na reta final.
A moeda americana à vista caiu 0,58%, a R$ 3,3328; o dólar comercial perdeu 0,35%, a R$ 3,3320.
O cenário político conturbado ficou em segundo plano nesta sessão. Para Ricardo Gomes da Silva, superintendente de câmbio da corretora Correparti, “nem mesmo a derrota do Planalto no episódio relativo às dívidas dos Estados foi capaz de estressar o mercado cambial”.
Ele se refere ao fato de a Câmara dos Deputados ter aprovado nesta terça-feira (20) proposta de renegociação das dívidas dos Estados sem contemplar exigências do Ministério da Fazenda para obrigar governadores a cortar gastos e equilibrar as contas.
JUROS
No mercado de juros futuros, as taxas recuaram, refletindo a menor percepção de risco e também o IPCA-15 de dezembro, que veio bem abaixo das expectativas do mercado.
O indicador, considerado a prévia da inflação oficial, subiu 0,19%, comparado com avanço de 0,26% no mês anterior, informou o IBGE nesta quarta-feira. Foi o menor patamar para meses de dezembro desde 1998. A média das estimativas de economistas era de alta de 0,29%, segundo a agência Bloomberg.
Desta forma, consolidaram-se as apostas de corte de pelo menos 0,50 ponto percentual na taxa básica de juros (Selic) em janeiro, quando acontece a próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central. Há quem fale em redução de 0,75 ponto. Atualmente, a Selic está em 13,75% ao ano.
Para André Perfeito, economista-chefe da Gradual Investimentos, a forte desaceleração da inflação forçará o Copom a iniciar um processo de corte de juros mais agressivo. “O mercado de juros vê como benéfica a queda recente da inflação e isto tem se traduzido, junto com um real mais forte nas últimas semanas, numa queda dos juros longos”, escreve Perfeito.
O contrato de DI para janeiro de 2018 caiu de 11,680% para 11,600%; o DI para janeiro de 2021 cedeu de 11,700% para 11,480%; e o DI para janeiro de 2026 recuou de 12,025% para 11,830%.
BOLSA
O Ibovespa terminou a sessão em leve alta de 0,11%, aos 57.646,52 pontos. O giro financeiro foi fraco, de R$ 5,5 bilhões.
As ações da Petrobras caíram 0,06% (PN) e 0,54% (ON). Os papéis da Vale tiveram queda de 0,73% (PNA) e 0,37% (ON).
No setor financeiro, Itaú Unibanco PN perdeu 0,03%; Bradesco PN, -0,84%; Bradesco ON, -1,81%; Banco do Brasil ON, estável%; Santander unit, -0,14%; e BM&FBovespa ON, -0,44%.
As ações PNA da Braskem subiram 3,26%, entre as maiores altas do Ibovespa. Ao lado da controladora Odebrecht, a petroquímica assinou acordos com os Estados Unidos e a Suíça para se livrar de ações judiciais por crimes no exterior.

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Fonte: FolhaPress

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