terça-feira, junho 16, 2026
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Desembargador volta a decretar segredo de Justiça em processo que prendeu prefeito e ex-prefeito de Pedro Canário

Tribunal de Justiça informou que medida foi tomada para evitar a exposição de dados pessoais sensíveis; prefeito afastado e aliado continuam presos em São Mateus

O desembargador Pedro Valls Feu Rosa, relator do inquérito que apura o escândalo de corrupção na Prefeitura de Pedro Canário, no Norte do Espírito Santo, voltou a colocar nesta quinta-feira (28), em segredo de Justiça, o inquérito da Polícia Federal que prendeu na terça-feira (26) o prefeito Kleilson Martins Rezende (PSB) e o ex-prefeito do município e aliado dele, Bruno Teófilo Araújo (PDT).

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Questionado pela Rede Notícia, o Tribunal de Justiça (TJES) explicou que “o processo voltou a tramitar em sigilo”, em razão do que chamou de “exposição de dados pessoais sensíveis, nos termos da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD)”.

Kleilson e Bruno estão no Centro de Detenção Provisória (CDP) de São Mateus. Na decisão em que prendeu a dupla, o desembargador Pedro Valls afastou o prefeito Kleilson do cargo por 180 dias. O vice-prefeito, Denis Pereira Amâncio (Republicanos), foi empossado pela Câmara na cadeira de prefeito no dia seguinte à prisão, quarta-feira (27).

A Polícia Federal aponta que o grupo político do prefeito afastado Kleilson teria recebido R$ 330 mil de propina na realização da 34ª Festa da Tábua Lascada, ocorrida de 1 a 3 de agosto de 2025. Diálogos obtidos pela PF e revelados pela Rede Notícia mostram a divisão do dinheiro entre os integrantes do que a polícia chama de organização criminosa.


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