“Meu pai foi assassinado trabalhando, que era a coisa que ele amava. Ele não tinha rixa com ninguém onde morava. Todo mundo gostava dele”. São palavras de Tamires Oliveira, de 33 anos, filha de Roberto Carlos Alves Oliveira, de 58 anos, morto a golpes de foice enquanto trabalhava na tarde da última quinta-feira (22), na localidade de Santa Luzia do Córrego Azul, zona rural de Água Doce do Norte, no Noroeste do Espírito Santo.
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Tamires disse à reportagem da Rede Notícia que ninguém sabe quem é o colega de trabalho apontado por testemunhas, em relatos à polícia, como o assassino de Roberto. “Meu pai era alegre e feliz. Como filha, ter que reconhecer o corpo do meu pai no SML, no estado em que ele estava, foi devastador. Covardia o que fizeram com meu pai. A Justiça de Deus não falha, esse homem vai pagar”, disse.

O corpo de Roberto foi sepultado na sexta-feira (23), em Águia Branca, onde moram a mãe e as irmãs dele. Ele deixou a esposa, dois filhos e um neto.
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O crime
Roberto Carlos Alves Oliveira tinha 58 anos, e foi assassinado a golpes de foice na tarde da última quinta-feira (22), na localidade de Santa Luzia do Córrego Azul, zona rural de Água Doce do Norte. A polícia informou que o assassino fugiu do local.
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Segundo a Polícia Militar, um colega da vítima relatou que estava roçando o mato com Roberto e outro homem quando o suspeito teria pedido à testemunha para levar uma garrafa de água e uma lima para o galpão. A testemunha disse que, quando estava no galpão, o suspeito chegou sozinho, jogou uma foice no chão, perto da estrutura, e foi pegar a própria moto. Neste instante, o colega achou estranho o suspeito ter retornado sozinho e perguntou por Roberto, sendo informado de que ele havia ficado para trás.
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Com isso, o colega foi ao local onde estavam trabalhando e encontrou a vítima sem vida, caída no chão, com lesões provenientes, possivelmente, de foice. O gerente da fazenda informou que não possuía os dados do autor nem da vítima no momento.
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Polícia diz que investiga o caso e que suspeito ainda não foi preso
A Polícia Civil informou que o caso segue sob investigação da Delegacia de Polícia (DP) de Água Doce do Norte e, até o momento, nenhum suspeito foi preso. Acrescentou que “informações podem ser compartilhadas de forma sigilosa por meio do Disque-Denúncia (181), que é uma linha de contato gratuita, disponível em todos os municípios do Estado. As informações passadas pela comunidade podem ser cruciais para o avanço das investigações”.
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