Corpo fica 12 horas à espera de remoção após impasse entre família e polícias em São Mateus; veja vídeo

PM nega que não tenha ido ao local, e Polícia Científica diz que família deve acionar funerária para remover corpo em casos de morte natural

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O corpo de um homem ficou, da manhã até a noite, coberto por um lençol devido a um impasse envolvendo as polícias Militar e Científica, além de familiares da vítima, nesta quinta-feira (7), no KM 35, comunidade da região dos quilômetros, zona rural de São Mateus, no Norte do Espírito Santo. Um vídeo mostra o local o desabafo de um morador. A reportagem modificou a voz da pessoa denunciante para protegê-la.

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A Rede Notícia conversou com moradores da localidade, que relataram que a Polícia Militar foi acionada logo após o corpo ser encontrado. No entanto, segundo as testemunhas, nenhuma viatura teria comparecido ao local inicialmente e o corpo permaneceu das 8h às 19h sem ser removido.

Movida pelo rigor jornalístico de ouvir todos os lados, a Rede Notícia procurou as forças de segurança. Em nota, a Polícia Militar informou que o chamado ao Centro Integrado Operacional de Defesa Social (Ciodes/190) foi feito por volta das 10h20 desta quinta-feira (7) e que uma equipe da PM foi ao local, contudo, “constatou-se se tratar de morte natural e não violenta”.

A Polícia Científica explicou que, “em casos de óbito por causas naturais e não violentas, é necessário contatar uma funerária (ou o CRAS, para aqueles que não têm condições de custear os serviços) para a remoção do corpo ao Serviço de Verificação de Óbito (SVO) da Secretaria da Saúde (Sesa), onde será conduzida a necropsia e emitida a Declaração de Óbito”. A corporação acrescentou que “o transporte de corpos pelo Instituto Médico Legal (IML) é providenciado somente em locais onde ocorreram mortes violentas, em casos com suspeita de violência, ou quando os corpos se encontram em avançado estado de decomposição”.

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