Cão que permanecia na Capela aguardando tutora falecida é adotado

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O cachorro que passou mais de 90 dias à espera de sua tutora, que havia falecido, foi adotado.

Morando pelas ruas de Nova Venécia, Francisco, novo nome do animal, está morando em Pinheiros, e pelo visto, está cheio de alegria e muito sapeca, é assim que define sua nova tutora, a publicitária, Lilian Goltara Benakio . “Agora ele está “pegando fogo”, uma alegria que só vendo. Ele está muito tranquilo, dorme bem, se alimenta, se adaptou fácil com meus outros cachorros. Ele só ficou agitado quando chegou, creio que por conta do transporte, mas logo se acalmou”, explica.

De acordo com a nova tutora do Francisco, o cão teve atenção veterinária, já tomou remédios necessários. “Por ele estar na rua, estava precisando de cuidados, a sorte que ele vinha sendo alimentado pelo pessoal da capela. Já ganhou peso depois que chegou, o pêlo vem melhorando. Agora ele tem lugar quentinho para dormir e cuidados que todo animal precisa ter”, relata a pinheirense.

Brincalhão e dócil, Francisco é o décimo primeiro cachorro da Lilian. “Quando li a reportagem, a história mexeu comigo, mal consegui dormir naquela noite. Na manhã seguinte liguei para Marina e pedi que ela me ajudasse e arrumasse um jeito de trazê-lo”, conta emocionada.

Marina Torezani Cezana, que é de Pinheiros, mas atualmente mora em Vitória, e a Lilian, fazem parte do Grupo Apoio Adoção de Pinheiros (GAAP), e a Marina, junto com o Grupo Adotar é Tudo de Bom, de Nova Venécia, intermediaram o transporte do Francisco, providenciando caixa e até carona para levar o cão. “A Marina entrou em contato com a Wagna, que trabalha em Nova Venécia, mas, mora em Pinheiros, e a Wagna trouxe o Francisco para mim. Esse nome foi a minha mãe quem deu para ele”, fala Lilian.

Antes da Adoção

De acordo com as funcionárias da capela mortuária de Nova Venécia, a Serrate da Silva e a Arlete Gava, o cão estava sem um lar após o falecimento da dona, e provavelmente, permanecia na capela, aguardando voltar para casa com a dona, já que a tutora foi velada na capela, e o cachorro, acompanhou todo velório, menos o momento do sepultamento. “Ele estava na parte de trás da capela e não viu o velório sair”, explicam as servidoras.

O animal ficou mais de 90 dias frequentando a capela, e era alimentado pelas funcionárias. Outro local que o cão era sempre visto, era no Hospital São Marcos, o que levou às duas funcionárias a crer que, a tutora também havia ficado internada na unidade.

Após tomar conhecimento do fato, A Notícia publicou uma reportagem, com intenção de encontrar a família que pertencia o animal, ou, um novo dono. E foi o que aconteceu! Mais de 20 pessoas entraram em contato com nossa reportagem e, após uma avaliação e entrevistas, o Grupo Adotar é Tudo de Bom, indicou a Lilian, como a possível nova tutora do animal, por reunir todos os fatores importantes para uma adoção, já que o Francisco precisaria ficar em um lar murado, para não voltar para as ruas, e além de outros quesitos, estava necessitando de cuidados com a saúde.

O cachorro da capela, como era chamado antes, de acordo com as servidoras, passava os velórios embaixo de caixões, na capela, e muitas vezes, latia quando alguém se aproximava. “Creio que ele achava que a dona dele estivesse ali ainda, as reações dele era de proteção. Mas agora ele está bem e ficamos muito felizes de saber da nova vida dele”, finalizam Serrate e Arlete.

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