Editorial
Depois da convenção do último sábado (27), na qual o Podemos chancelou o nome da prefeita Fernanda Milanese como candidata à reeleição em Boa Esperança, no Noroeste do Espírito Santo, a candidata tem gastado o solado do sapato para visitar obras, e claro, exibir nas redes sociais. A articulação política da campanha, liderada pelo marido da prefeita, o ex-prefeito Romualdo Milanese, tem se dedicado a criar uma sensação de que com Fernanda no poder, a cidade teria virado “Calípolis” – cidade perfeita do mundo ideal criado pelo filósofo Platão.
Calípolis. Este foi o nome que Platão deu à cidade que, no esboço que nos faz em sua “República”, realizaria no mais alto grau a justiça: Calípolis ou a Bela Cidade.
O fato é que, com ou sem Fernanda, essa decisão será do povo, quem estiver no poder tocará as obras iniciadas, e fará novas obras. Afinal, Fernanda não é a única costureira (política) da Calípolis (Boa Esperança).
Na convenção partidária de sábado (27), Fernanda apresentou o Ronivon Vieira como seu candidato a vice. Nos bastidores, conforme já antecipado pela Rede Notícia, o próprio Ronivon já se apresentava como o vice de Fernanda. Com isso, o atual vice-prefeito, Leandro da Associação, foi rifado, ante a ambição regozijante dos Milanese.
‘Boa Esperança à milanesa’
O grupo de Fernanda comanda Boa Esperança há mais de uma década, sob a liderança do marido dela, Romualdo Milanese. Em 2020, ele chegou a ter votos para ser eleito para um terceiro mandato, mas pendências com a Justiça o tirou do jogo. Foi aí que surgiu Fernanda. Nada melhor que uma solução de casa, quando de trata se poder, não é mesmo?
Vale destacar que todos os aliados que ocuparam a cadeira de prefeito sob a chancela dos Milanese, hoje, são adversários políticos. Cite-se: Lauro Vieira e Renato Barros.






