AASERDEQ já reabilitou 63 pessoas em três anos

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» Prédio administrativo da AASERDEQ

O consumo de drogas é um problema para o dependente, para a família, para a sociedade e para a saúde pública do País. Em Nova Venécia, a Fazenda da Solidariedade começou a funcionar, há pouco mais de três anos, com a Associação de Amparo Social, Educacional e de Reabilitação de Dependentes Químicos (AASERDEQ).

A Associação trabalha para a recuperação de usuários de drogas ilícitas e lícitas, acolhendo pessoas de todo o Estado e do leste e norte de Minas Gerais.

O presidente da AASERDEQ, Luiz Antônio Rodrigues, falou sobre a Associação. “O nosso centro de reabilitação, que é a Fazenda da Solidariedade, vinculada à AASERDEQ, já funciona há mais de três anos, com 255 inscrições e com 63 reabilitados, que temos certeza, porque fazemos acompanhamento. Esse número poderá ser bem maior, porque aqueles que perdemos contato, não temos como dizer”.

» O presidente da AASERDEQ, Luiz Antônio Rodrigues

Hoje, a Associação conta com 11 acolhidos, mas desde fevereiro não recebe internações devido a pandemia do novo coronavírus. “A gente também teve outros problemas, como não poder acolher os familiares para visitas e nem, tampouco, eles saírem para visitar seus familiares. Isso trouxe um pouco de problema para nós, inclusive, com alguns tendo que sair por conta desse problema com a pandemia”, disse o presidente.

A Fazenda da Solidariedade possui sete alqueires de terra, com 3 mil m² de área construída, como o prédio administrativo, com biblioteca, sala de informática e refeitório, onde acontecem várias oficinas, como de confecções de máscaras, que estão sendo doadas para os mais necessitados. Também há uma casa, onde ficam os acolhidos, e outro prédio, em fase de acabamento, que abriga os acolhidos a cada etapa de tratamento e, assim, incluir novos dependentes químicos no local durante os meses de tratamento.

» Prédio para receber mais acolhidos está em fase de acabamento

Há pouco mais de dois meses no local, o acolhido, Luiz, contou como ficou sabendo da instituição. “Fiquei sabendo entrando em contato com o Centro de Acolhimento, em Vitória, que é o link de contato do Governo do Estado com a AASERDEQ. Lá, somos atendidos por médicos, psicólogos, conselheiros terapêuticos e é feita uma seleção com uma série de exames para nos tornar aptos a vir para a instituição fazer esse tratamento. É um trabalho muito válido. Se não fosse esse link, hoje eu não estaria aqui, há 76 dias limpo”, disse.

No local, várias atividades são desenvolvidas com os acolhidos, como cuidar da casa onde ficam, agricultura e, até mesmo, o lado da espiritualidade, com várias orações durante o dia.

A Associação, hoje, conta com a ajuda do Governo do Estado, através de um convênio, de algumas empresas e de profissionais liberais. “Temos um convênio com o Estado, que nos ajuda mensalmente. Claro que isso tem prazo, mas o Governo tem mantido com a gente. Também tem nossos profissionais liberais que nos ajudam no que precisamos, temos pessoas que nos ajudam em toda documentação que precisamos fazer, empresários, que, por exemplo, nos ajudaram na confecção das máscaras para doações, e a prefeitura de Nova Venécia”, disse Luiz Antônio.

Para muitos, a Fazenda da Solidariedade se tornou um segundo lar, onde os acolhidos vão em busca da recuperação e de dias melhores que estarão por vir.

 

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