A Adriely Cabral Fromhol, 27 anos, tem uma história de fé grandiosa. Casada com Valdiney Nunes Wagmaker, 39, ela já era mãe da Liz Fromhol Wagmaker, 05, e engravidou novamente. Nos primeiros meses de gravidez, a moradora do Córrego do Vermelho, em Ecoporanga, localidade que fica próxima ao patrimônio São Luiz Rei, recebeu o diagnóstico de que as coisas não estavam bem com a bebê que estava em seu ventre.
“Quando eu estava com três meses de gestação, em uma ultrassom, teve uma alteração, repeti o exame em uma clínica especializada, e lá começava o início de uma grande jornada. No exame foi diagnosticado que a bebê tinha hidropsia fetal, derrame pleural, higroma cístico, regurgitação da válvula tricúspide. E a médica disse que existiam síndromes que não eram compatíveis com a vida”.
A partir daí, a produtora rural iniciou uma grande jornada de fé e, a romaria de Nossa Senhora Aparecida, em Nova Venécia, também faz parte desta história, que teve um desfecho mais que feliz.

“Minha primeira filha tinha quatro anos quando engravidei da Vitória. Eu me casei, exatamente, na igreja de Nossa Senhora Aparecida, no Margareth, no dia 15 de junho de 2024 e, com menos de um mês, eu engravidei da Vitória. E desde adolescente eu tinha uma admiração pela Romaria de Nossa Senhora Aparecida, sentia uma emoção muito forte em ver os romeiros chegando, porém, nunca tive oportunidade de ir, pois trabalhava aos domingos e feriados. Quando eu estava com três meses de gestação, em uma ultrassom, teve uma alteração, repeti o exame em uma clínica especializada, e lá começava o início de uma grande jornada. No exame foi diagnosticado que a Vitória tinha Hidropsia fetal, derrame pleural, higroma cístico, regurgitação da válvula tricúspide. Ela era um bebê todo inchadinho, e a médica disse que, existiam síndromes que, não eram compatíveis com a vida, para eu procurar meu médico e mostrar o exame. Assim eu fiz, e lá ele foi explicado que o líquido que ela tinha iria aumentar tanto que, o coração ia parar de bater, e eu a perderia a qualquer momento. Saí de lá arrasada, não queria mais sair de casa, com medo que as pessoas me perguntassem como ia a gestação. Por coincidência, era semana de Nossa Senhora Aparecida, então chamei duas amigas minha para irmos à romaria. E eu fui grávida de três meses, com muito enjoo, tristeza, dor, mas, também, com muita fé. Fiz minha promessa, que estava indo para pedir aquele ano, e se Nossa Senhora intercedesse por minha filha, eu iria de novo para agradecer. E a cada passo que eu dava, o sofrimento aumentava, pois foram mais de 20 km, caminhando, orando e pedindo a Deus por meu milagre. Nesse dia me lembro que, um comentarista disse: “nenhum sacrifício aqui hoje será em vão “. E quando cheguei dentro da igreja Nossa Senhora Aparecida, no Margareth, a música que se iniciava na missa, era a mesma da entrada das alianças do meu casamento. Ali eu já sentia que era um sinal. Quatro dias depois da caminhada, tive um pequeno sangramento, tinha certeza que Deus estava operando minha filha. Com cinco meses de gravidez, repeti o exame. E no dia, o médico que realiza o exame, fazia a avaliação e não falava nada, já quase no final eu perguntei a ele, se o líquido que estava no corpinho dela. Ele me perguntou: que líquido? Repetiu o exame e não encontrou mais nada, então ele disse: “sou acostumado a dar diagnóstico ruim, porém, hoje, você sairá daqui com um diagnóstico bom”. Lá mesmo no consultório dele me ajoelhei e agradeci. Com sete meses de gravidez, teve a suspeita de cardiopatia, que foi confirmada ao nascimento, aí então, todos se juntaram em oração pela vida da Vitória, minha comunidade Nossa Senhora das Graças da Paróquia de Ecoporanga, até pessoas de outras religiões. Ela foi operada com 28 dias de vida e permaneceu 32 dias na UTI e hoje, a Vitória está com seis meses de vida, não toma mais nenhuma medicação e apenas faz acompanhamento. Foi um milagre de Deus, por interseção de Nossa Senhora. Fui à procissão novamente, cumprir minha promessa, na chegada, minha mãe estava com a Vitória, com um manto na cabeça e um body com a estampa de Nossa Senhora. A fé salvou a minha filha, o que era impossível para a medicina, se tornou possível para Deus, e ela é perfeita”
Adriely Cabral Fromhol, mãe da Vitória







