63 Anos de história

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Foto: Gustavo Tonini Pedrosa
Aqui residem pouco mais de 50 mil habitantes. Falando assim, parece até um lugar igual a todos os outros. Só que não! Nova Venécia é diferenciada, de gente que muito tem a oferecer: tem abraço, tem amor, tem carinho, tem um olhar ao próximo. Dentro deste lugar bate um coração. Um, não; milhares. Boa para morar e gostosa para viver. Em homenagem ao aniversário do Município, preparamos uma matéria mostrando alguns lugares que só venecianos têm. Imponente sobre o Rio Cricaré, a passarela é um cartão postal e já virou até cenário de book de casamento

Coisas que só Nova Venécia tem

Completando 63 anos de emancipação, o Município esbanja qualidades e com muita personalidade, abraça qualquer visitante com muito carinho

Uma cidade gostosa e prazerosa de viver. Lugar de imigração italiana, onde a forte cultura e boa parte dos sobrenomes dos moradores locais, são de origem do País europeu. Mas nem só de descendentes de italianos compõe o lugar. Por aqui também vivem negros, têm também gente que vem de outra parte do Brasil, como os nordestinos, gente com descendência do oriente. Isso é Nova Venécia. Um lugar de um povo acolhedor, bonito, e que adora um bate papo na calçada de casa.
Viver em terras venecianas é isso aí e muito mais; é gostar de sair de casa para comer algo na pracinha, levando as crianças junto para brincar; é encontrar os amigos e conhecidos por todos os cantos; é ir ali passear naquela fantástica região da Gameleira, e voltar renovado todas às vezes. É também poder sentir o ar puro de cima do maior cartão postal da cidade, a Pedra do Elefante; é também poder contemplar as belezas do Rio Cricaré, que leva as águas, fazendo com que ela siga seu rumo.
Morar nesta Cidade é ter certeza do que é realmente ter amor por um lugar diferenciado, de festas inesquecíveis, de uma religiosidade e espiritualidade contagiante.
Viver em Nova Venécia é assumir o jeito venciano de ser e aproveitar coisas que só tem aqui.
Hoje é aniversário da Cidade, dia em que o município completa 63 anos de emancipação. Nesta edição, separamos alguns lugares exclusivos desse local, de pouco mais de 50 mil habitantes.


Passarela em book de casal

A charmosa passarela virou para Cristiane e Thiago, cenário do book de casamento
A charmosa passarela virou para Cristiane e Thiago, cenário do book de casamento

A passarela Giuseppe Campo Dellorto está localizada no centro de Nova Venécia e junto ao Rio Cricaré, ajuda a compor uma paisagem mais que convidativa.
Estando no coração da cidade, o novo cartão postal tornou a passagem entre a Avenida Vitória e a Avenida São Mateus ainda mais prazerosa, depois que foi reconstruída. Na elevação, a mistura de bancos, flores e arquitetura moderna, tornou o percurso, um novo cartão postal e local de passeio.
Indo além disso, Thiago Cypriano Sabino e Cristiane Oliose decidiram fazer o book de casamento na exuberante passarela. O casamento aconteceu no último mês de agosto, e os clicks foram realizados pelo fotógrafo João Júnior.
“Escolhemos este cenário porque era algo novo, e ao mesmo tempo, valorizamos as coisas da nossa terra”, diz Cristiane.
O álbum do casal ficou realmente inusitado, e de quebra, os dois servidores públicos contaram com um grande up da natureza: o rio Cricaré.


Amor pela Praça Adélio Lubiana

Suely e Edson têm na Praça Adélio Lubiana, um dos principais pontos de lazer; Davi e André aprovam
Suely e Edson têm na Praça Adélio Lubiana, um dos principais pontos de lazer; Davi e André aprovam

Suely (40) e Edson Carvalho de Souza (39) gostam mesmo é de levar Davi, 8 anos, e Andre, 5, para a Praça Adélio Lubiana. O charme do Rio Cricaré que acompanha toda a lateral da estrutura, é uma das características que deixa o local ainda mais atraente, segundo o casal.
“Sempre frequentamos a Praça. O ambiente é limpo, seguro, tranquilo, familiar, muito propício para o lazer das famílias e principalmente das crianças. Nossos filhos amam andar de bicicleta e jogar futebol aqui, e sempre encontram os amiguinhos da escola. Enquanto eles brincam, nós dois aproveitamos para fazer caminhada”, diz Edson.
Servidores públicos, o casal tem na Adélio Lubiana um ponto de encontro com os amigos.
“Sempre encontramos o pessoal conhecido e paramos para bater papo. Amamos morar em Nova Venécia. Esta liberdade que temos, não tem preço”, fala.
Edson declara que a praça também é utilizada pela família, como local para refeições, e a criançada adora.
“A gastronomia é diversificada, dá para agradar a todos. Sem contar que é um local familiar, onde é visto de crianças a idosos. Sempre me encanta ver como a praça ficou depois da reforma, está sempre cheia de gente e com clima alegre”, conta.


Aventura radical nas nuvens

Pedal da natureza
Pedal da natureza

Em Nova Venécia a natureza realmente foi generosa. As formações rochosas junto ao verde do local transformou a Pedra do Elefante além de um ponto turístico, em um point para quem curte aventuras.
Com mais de 600 metros de altura, o monumento natural recebe visitas tanto do pessoal do pedal, quanto dos trilheiros de motocross
O Tairony Boldrini Bolsanello, 18 anos, já subiu a pedra mais famosa de Nova Venécia cinco vezes, e detalhe, de bicicleta.
“Me sinto privilegiado em poder desfrutar de uma vista tão bonita, ampla. A sensação é de estar nas nuvens. Dependendo do dia é o que acontece mesmo. Dão umas duas horas entre subida e descida, tem que ter preparo, senão, fica pelo caminho”, conta.
Já na Pedra da Torre de Televisão, o ciclista relata que o tempo em média para finalizar percurso é de 55 minutos. “Quando chega lá em cima e vem aquele ar puro, é bom demais, a vista é maravilhosa, dá para ver lá na frente do horizonte, quem quiser se aventurar, vai amar o local.

Tairony: 600 metros de subida, em duas horas de bike
Tairony: 600 metros de subida, em duas horas de bike

 

 


Rio Cricaré e as mudanças da Cidade

Waldemarzinho
No quintal da casa, seu Waldemarzinho lembra do tempo em que a família tomava muito banhos no Cricaré

O encontro perfeito da natureza com a intervenção urbana acontece em vários locais de Nova Venécia, e um deles, é na casa do seu Waldemar de Oliveira Filho, 84 anos, e da dona Maria Judith Cunha de Oliveira, 83. O vai e vem dos carros, o fechar e abrir do sinal de trânsito em frente à residência do casal, é diferente da tranquilidade nos fundos do lar, onde passa o histórico Rio Cricaré.
Junto a toda simplicidade das águas do afluente, seu Waldermarzinho viu a Cidade mudar e crescer. Com 57 anos que mora às margens do Rio, o aposentado criou os três filhos ali, à beira do dele.
“Era divertido, nós tomávamos banho no Cricaré, a água era limpinha, muita gente pescava. Meus filhos tiveram o privilégio de brincar nesse Rio”, diz o aposentado.
Morando na Avenida Vitória, seu Waldemarzinho e a família foram donos de um dos comércios mais antigos da Cidade, a loja A Confiança, que vendia um pouco de tudo, de roupa, a calçado, sal, querosene.
“Vi muita coisa mudar aqui na frente. No local onde hoje tem o semáforo, era a estação de trem, que fazia percurso de Nova Venécia a São Mateus. Foi fechada em 1942. A viagem tinha duração de cinco horas, fiz cinco vezes este trajeto”, conta.
Seu Waldemarzinho é uma das lendas vivas do Município e tem muita informação guardada em sua mente sobre a Cidade. O aposentado nasceu em São Mateus, chegou à Nova Venécia em 1933, com um ano de idade.


Um local cheio de história

Mariane e Fred Ceccon aproveitam a região da Gameleira, com as filhas Lívia e Valentina
Mariane e Fred Ceccon aproveitam a região da Gameleira, com as filhas Lívia e Valentina

Um local de incontáveis manifestações culturais, fatos marcantes e que resguarda uma imensa riqueza em termos de fauna e flora da Mata Atlântica. Assim é o entorno da Pedra do Elefante, localizada na Área de Proteção Ambiental (Apa). Em baixo do maior cartão postal veneciano, a Fazenda Serra de Baixo, de propriedade do casal Antônio César Cunha e Maria Conceição.
Localizada há oito quilômetros do perímetro urbano de Nova Venécia, a propriedade rural foi herdada por Antônio César, por ser bisneto do Barão de Aymorés ou Antônio Rodrigues da Cunha.

Da varanda de casa, o casal Conceição e Antônio César tem o privilégio de admirar toda a paisagem da área ao redor da Pedra do Elefante
Da varanda de casa, o casal Conceição e Antônio César tem o privilégio de admirar toda a paisagem da área ao redor da Pedra do Elefante

É de lá, da varanda da residência dos Cunhas, que Conceição e Antônio César têm o privilegio de admirar toda a paisagem do local, unindo com a criação de caprinos e bovinos que cultivam no lugar.
“É realmente muito bonito ter toda esta paisagem ao abrir os olhos de manhã. Nossos filhos também passam o dia aqui, trabalhando em nossa terra, temos muito orgulho e prazer de poder desfrutar de um ambiente tão mágico como este”, fala Conceição.
Além do casal e dos filhos, os netos Gabriel, Maria Alice e Antônio sempre passam os fins de semanas na Fazenda, que também é visitada por muitas famílias.
“Os pais sempre trazem os filhos para conhecer nosso cantinho, para ver os bichos. Além disso, a cada primeiro sábado de todo mês, somos nós quem oferecemos um café da manhã para os visitantes da Mãe Peregrina, na Gameleira. Somos devotos de Nossa Senhora e meu marido é rezador”, finaliza.

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