52 anos dedicados à medicina

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Já são mais de cinco décadas com a responsabilidade diária de cuidar da saúde de pessoas. Aylton Peruchi é o homenageado de hoje, por exercer a tão importante missão de curar quando possível, aliviar as dores quase sempre, consolar e ser amigo de seus pacientes todos os dias. Feliz Dia do Médico, doutor!


Mais de 10 mil cirurgias, partos normais, cesarianas e um histórico com início em Nova Venécia em 1968. Foi a partir daí que a vida do cirurgião Aylton Peruchi, 81 anos, iniciou em terras venecianas. O primeiro médico a atuar no Hospital São Marcos, por onde ficou por 30 anos como diretor clínico, ainda tem na profissão o bem maior de seus dias. Mesmo podendo estar aposentado, Peruchi renunciou o descanso, para atender todos os dias seus pacientes, a maioria deles fiéis desde que iniciou a profissão.

Com 52 anos dedicados à medicina, Peruchi foi escolhido este ano pela Rede Notícia, para representar a classe. O Jornal traz a homenagem para aqueles que todos os dias, dedicam seu tempo em salvar vidas e colocar vidas ao mundo. E nada melhor que o doutor Aylton para tal tarefa, um médico que colocou milhares de crianças venecianas no mundo, inclusive, à pedido dele, vou quebrar os protocolos e regras jornalísticas e escrever em primeira pessoa neste parágrafo, para dizer que o médico homenageado também fez o parto da minha mãe quando nasci. Hoje, o doutor está tendo sua história narrada, pela jornalista que nasceu de suas mãos. Prazer grande para mim. Obrigada, Peruchi!

» Ao lado do diploma adquirido ao término do curso de Medicina em 1967, Aylton Peruchi relembra momentos de sua trajetória profissional

A chegada

No Hospital São Marcos, o médico faz questão de dizer que junto a ele, estava uma italiana, que era irmã Comboniana, radiologista, e atuou desde sua chegada, que foi a Tereza Lazaroto, médica diplomada pela Universidade de Pádua, na Itália. “Fazíamos uma boa dupla. Escolhi vir para cá porque aqui tinha como eu atuar em minha especialidade, diferente de outras cidades pelo Estado. O hospital estava montado e preparado, cheguei, me instalei e fiquei. Tenho paixão por Nova Venécia, me considero veneciano”, diz.

» Ao chegar em Nova Venécia, a irmã Comboniana e radiologista, Tereza Lazaroto, atuava com Peruchi

De acordo com Peruchi, é difícil enumerar casos que chamaram sua atenção, durante mais de cinco décadas de carreira. Porém, entre os fatos que o marcou, foi um parto bastante atípico, situação vista somente nos livros por ele na época. “Isso foi há cerca de 45 anos, não existia ultrassom. Quando comecei a cesariana, vi que o bebê não estava no útero”, diz. Peruchi, que relata que nesta hora, não teve medo, pois já havia estudado sobre a ocasião, e o bebê estava por cima do intestino, gerado ali. Outro caso foi um neném gerado também fora do útero, com a placenta colada no fígado. “São os imprevistos da profissão, sempre irão existir, mas naquela época em que não existiam os exames que tem hoje, exercer a medicina era mais complexo”.

Aylton ainda explica que entre os casos curiosos, já atendeu duas pacientes virgens, sendo elas casadas e com mais de 40 anos cada. Uma delas sofria com dores em qualquer tentativa de contato com a vagina. “Outro caso foi de impotência coeundi, que é a incapacidade para a prática sexual tida pelo marido dela, mas ela preferiu continuar com ele, manter o casamento porque o amava, e era virgem”, explica.

E assim é a rotina do cirurgião que já chegou a atender 40 pacientes por dia, que tem o prazer de dizer, que além de médico, é amigo de seus pacientes, é doutor da família e trata de várias pessoas do mesmo ambiente familiar. “A medicina é uma paixão, representa tudo para mim, se o tempo voltasse, eu faria tudo do mesmo jeito, inclusive, vir para Nova Venécia”, declara.

» Hospital São Marcos em 1968, foto que pertence aos álbuns de Peruchi

Peruchi é casado há 40 anos com Maria da Penha Barcelos Bastos Peruchi, e o casal tem três filhos, a Izabella e o Victor, que também são médicos, e o Guilherme, que é advogado. Também, Aylton se orgulha em já ter dois netos. Sobre os filhos que resolveram seguir os mesmos passos do pai, o doutor afirma que entre eles, há troca de experiências diariamente. “É um prazer sentar com meus filhos e falar sobre medicina, um ajuda o outro, nos auxiliamos, eles aprendem comigo e eu com eles”.


Faculdade de medicina

Aylton Peruchi nasceu em Aracruz e aos 23 anos passou no vestibular no Rio de Janeiro, na Faculdade de Medicina da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Formou-se em cirurgia-geral na Santa Casa de Misericórdia, também na cidade carioca, aos 29 anos, em 1967. Peruchi mudou no ano seguinte para Nova Venécia, para atuar no Hospital São Marcos, que era administrado pelas irmãs Combonianas.

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1 COMENTÁRIO

  1. Tio Peruchi, meu pediatra!
    O que costurou minha boca algumas vezes e aturou meus berros no parto da Many e na paralisia facial que tive.
    Além de ser um dos melhores amigos de papai.
    Saúde! Saúde! Saúde!
    Que Deos o proteja e abençoe.
    Maiby Martins

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